Companhia vai ser incorporadora de edifícios e loteamentos e desenvolvedora de projetos de transformação urbana

Após um período de ajuste no portfólio, que envolveu a venda dos negócios de aço e celulose no Brasil e outros ativos menores e não estratégicos, o grupo Votorantim definiu uma nova área de atuação. Criou uma empresa para empreendimentos no setor imobiliário.

A Altre, que já conta com um time de 17 profissionais, vai ser incorporadora (edifícios e loteamentos) e desenvolvedora de projetos de transformação urbana. No segundo caso, por exemplo, há um amplo terreno da empresa na Vila Leopoldina, zona Oeste de São Paulo, que tem um projeto a ser desenvolvido com órgãos públicos.

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A empresa nasce com competências diversas e terá uma gestão voltada tanto para crescimento orgânico quanto inorgânico [aquisições e fusões], afirma João Schmidt, presidente do grupo Votorantim. E também estará aberta a fazer seus projetos com parceiros desse setor.

Segundo Sérgio Malacrida, diretor financeiro e de RI da Votorantim S.A., a Altre já está com projeto de desenvolvimento de um loteamento na cidade de Votorantim (SP), berço da companhia no início do século 20. Será em parceria e levará a marca Altre.

Malacrida: Altre já está com projeto de desenvolvimento de loteamento em Votorantim (SP) — Foto: Nilani Goettems/Valor

Outros loteamentos estão previstos também para Sorocaba (SP) e Paulista (PE), onde a companhia é dona de grandes terrenos que abrigaram suas instalações ou foram vilas de funcionários em décadas passadas.

A Altre já nasceu herdando ativos. São quatro torres de edifícios comerciais na Vila Leopoldina, no empreendimento chamado Atlas Office Park. No local, funcionou no passado a Atlas, fábrica de equipamentos pesados do grupo Votorantim.

“É um dos passos do nosso projeto de transformação do portfólio de negócios”, destaca Schmidt. No ano passado, lembrou, mesmo com a pandemia, empresas do grupo fizeram movimentos de crescimento.

A Votorantim Cimentos fez uma associação na América do Norte, com um fundo de pensão do país, robustecendo as operações cimenteiras nos EUA e Canadá. E com outro fundo canadense, o CPPIB, anunciou o investimento de R$ 2 bilhões em novos parques eólicos nos complexos Ventos do Piauí II e Ventos do Piauí III. Já eram são sócios no Piauí, em energia renovável, e na geradora de energia paulista CESP.

Fonte: Jornalista Ivo Ribeiro, Valor — São Paulo

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