Cinco projetos com VGV total de R$ 700 milhões terão studios e apartamentos com plantas flexíveis

A Vitacon – incorporadora conhecida pelos imóveis compactos – está entrando no segmento de unidades modulares que podem ser combinadas de diversas formas. Cinco projetos com Valor Geral de Vendas (VGV) total de R$ 700 milhões terão studios e apartamentos de um dormitório com matrículas individualizadas e plantas flexíveis. Esses empreendimentos responderão por quase metade dos 11 lançamentos da Vitacon, neste ano.

A incorporadora projeta VGV de R$ 1,6 bilhão para 2021, ante R$ 1,3 bilhão no ano passado.

As unidades modulares poderão ser combinadas na horizontal e na vertical. Isso permite aumentar ou diminuir o tamanho do imóvel ocupado, conforme a necessidade e o estilo de vida dos moradores em cada momento. Cada módulo terá pontos hidráulicos e elétricos, e paredes de “dry-wall”, facilitando as modificações e permitindo que as mudanças não sejam onerosas, de acordo com o presidente da Vitacon, Ariel Frankel.

A pernambucana Molegolar foi pioneira no desenvolvimento da tecnologia de apartamentos modulares. Mas, segundo Frankel, a incorporadora paulistana avança em seu projeto, chamado de Pixel Life, ao possibilitar aos compradores de suas unidades modulares a locação por meio da Housi, empresa que nasceu como plataforma digital para locação de imóveis da Vitacon e se transformou em “marketplace” de aluguel de moradias.

“Nós nos aperfeiçoamos tanto na prestação de serviços pela Housi que tivemos de repensar também a forma de construção”, conta o empresário. Segundo ele, a tecnologia de studios e apartamentos modulares do produto Pixel Life foi desenvolvida, internamente, na Vitacon. “Transformamos o produto para que pudesse ser tão flexível quanto os serviços”, diz. A pandemia de covid-19 também tem contribuído para a aceleração da busca de mudanças nos projetos residenciais pelas incorporadoras.

“Queremos oferecer flexibilidade para o morador e para o investidor. Podemos acompanhar o investidor na avaliação de qual o melhor uso do imóvel”, diz Frankel. Conforme a demanda de mercado, acrescenta, pode ser mais interessante para quem tem imóveis para locação oferecer apartamentos maiores ou unidades compactas. “É preciso repensar a forma de construir imóveis e instruir o cliente ao longo do tempo”, afirma o empresário.

O primeiro projeto com unidades modulares será lançado, em breve, e a expectativa é que os empreendimentos sejam entregues 24 meses após a data de apresentação ao mercado.

Além de desenvolver os projetos com unidades modulares, a Vitacon considera também comprar prédios prontos para adaptação, quando for viável, ao modelo de Pixel Life. “Vamos avaliar os desafios de engenharia, tempo e custo”, conta Frankel.

Nos prédios com unidades modulares, o formato será predominante, mas haverá também oferta de apartamentos tradicionais.

Assim como os demais projetos da Vitacon, os empreendimentos com o modelo Pixel Life terão espaço com armazenamento térmico para recebimento de entregas, lavanderia coletiva, compartilhamento de carros e bicicletas, locais exclusivos para chegada e saída de táxis e veículos de aplicativos, espaços de trabalho compartilhados, academia e áreas para pets.

Fonte: Por Chiara Quintão — De São Paulo, Valor Econômico.

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