Para 2021, expectativa é que volume lançado fique entre 65 mil e 70 mil unidades e o vendido some 60 mil imóveis

Por Chiara Quintão, Valor

As vendas de imóveis residenciais novos, na cidade de São Paulo, cresceram 23,8%, em julho, na comparação anual, para 5.373 unidades. Já os lançamentos tiveram expansão de 165,3%, para 6.934 unidades residenciais, conforme levantamento do Secovi-SP.

Se considerados os 12 meses encerrados em julho, o aumento das vendas chega a 38,6%, ante a média móvel anterior, para 65.487 unidades. O volume lançado cresceu 53,9%, para 81.827 unidades.

Segundo Emilio Kallas, vice-presidente de incorporação e terrenos urbanos do Secovi-SP, há expectativa que, no acumulado deste ano, os lançamentos fiquem entre 65 mil e 70 mil unidades, e as vendas somem 60 mil imóveis.

A base de comparação do segundo semestre de 2020 é muito elevada. Outra razão para a desaceleração do crescimento, de acordo com Kallas, é que há incorporadoras adiando parte dos lançamentos para rever viabilidades diante da alta expressiva de custos de construção.

Ao fim de julho, havia 47.054 imóveis em oferta, na capital paulista, com alta de 59,9% em relação ao mesmo mês de 2020. O volume corresponde a nove meses de produção imobiliária na cidade. A oferta inclui unidades na planta, em construção e prontas, lançadas há 36 meses no máximo. Se ampliado o período para 48 meses, a oferta chega a 48.095 imóveis.