Para determinar se é interessante ou não manter um apartamento como investimento, é preciso comparar o valor do aluguel em relação ao preço do imóvel com alternativas de investimentos

Investir em imóveis é uma cultura bastante enraizada no Brasil. É possível enumerar diversos fatores no desenrolar histórico do país que promoveram os imóveis como um dos principais veículos de investimento e reserva de valor. Olhando para a história recente, sem dúvida, o período inflacionário pelo qual a economia brasileira passou entre as décadas de 80 e 90 ainda é refletido na forma de consumir e de investir da população.

Para que seja possível analisar se é economicamente viável manter um imóvel como investimento, é importante levar em conta não só o potencial de valorização do bem, mas também os custos incorridos na compra e manutenção do imóvel.

Também é necessário considerar o valor pelo qual é possível rentabilizar o investimento, que nenhum caso do imóvel é configurado pelo recebimento de al fornecedor. O risco de vacância (não conseguir alugar o imóvel), o risco de não conseguir o valor pretendido de aluguel e a baixa liquidez do ativo (não conseguir vender o imóvel rapidamente) também devem ser anteriores na balança.

Considere um exemplo prático: um imóvel que foi adquirido por R $ 500 mil e que é locado por R $ 2.000,00 tem um rendimento bruto de 0,4% ao mês para o proprietário, proporcional a 4,9% ao ano. Com a rentabilidade calculada, o ideal é que o investidor faça uma comparação com outras possibilidades de investimento, sempre levando em consideração os riscos e a baixa liquidez. Se o investidor consegue aplicar em um título de renda fixa à taxa de 8% aa, por exemplo, o imóvel perde a atratividade, uma vez que o rendimento alcançado através do título é maior, com mais liquidez e menos risco.

O desenvolvimento do mercado financeiro, a criação de instrumentos mais eficientes para quem quer investir em imóveis. Através dos fundos imobiliários, o investidor pode adquirir cotas de edifícios corporativos, galpões logísticos, centros comerciais e até hospitais – são os chamados fundos de tijolo. Existem também fundos imobiliários que compram títulos atrelados à dívida imobiliária, calculados são provenientes dos juros pagos por tais títulos (CRIs e LCIs). O cotista recebe a rentabilidade mensalmente, com crédito na conta da corretora onde ele mantém as cotas dos fundos custodiadas. Uma grande vantagem é que o rendimento creditado referente ao pedido ou ao pagamento de juros dos títulos de dívida é isento de imposto de renda para pessoas físicas, ou que aumenta a atratividade desse tipo de investimento. Dessa forma,

Mas como se trata de um ativo negociado em bolsa, é importante que o investidor fique atento à possibilidade de oscilação de preços das cotas. Como bem explicado Benjamin Graham em seu livro O investidor inteligente , é como se todos os dias o “Sr. Mercado ”batesse na sua porta e fizesse uma oferta pelo seu imóvel. Em alguns dias ele recebe boas propostas, em dias em que estiver de mau humor vai querer barganhar e lhe oferecerá um preço muito abaixo do justo. Cabe ao investidor decidir se vende ou não pelo preço proposto.

Nos fundos imobiliários também existe o risco de vacância do imóvel e inadimplência dos locatários. Por isso, é de extrema importância analisar a qualidade do imóvel que é gerido pelo fundo, bem como a qualidade dos inquilinos.

Em resumo, para determinar se é interessante ou não manter um apartamento como investimento, é preciso comparar o valor do aluguel em relação ao preço do imóvel com alternativas de investimentos e sentido qual delas traz maior retorno para o investidor. Comparação do valor que se recebe através de um apartamento com a renda de al oferta e o pagamento de pagamentos recebidos através de um fundo imobiliário pode ser um bom parâmetro.

Para além das questões objetivas, o perfil do investidor, seus planos e o horizonte de tempo também devem fazer parte da equação. Muitas vezes a aquisição do imóvel traz um conforto emocional importante. Por afetar tantas variáveis ​​que precisam ser equalizadas, é importante contar com o suporte de um planejador financeiro certificado para que uma tomada de decisão seja feita de forma consciente e adequada.

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Fonte: Por Rozana Ventura, Época Negócios.

* Rozana Ventura é planejadora financeira pessoal e possui uma certificação CFP® (Certified Financial Planner), concedida pela Planejar – Associação Brasileira de Planejadores Financeiros. E-mail: rozana.ventura@yahoo.com.br