Número de centros de conveniência passará de 39 para 55 somente com o que já faz parte do portfólio da companhia

O segmento de centros de conveniência tem ganhado participação nos negócios da São Carlos Empreendimentos e Participações e continuará a crescer, segundo o presidente da companhia, Felipe Góes. Com as medidas de isolamento social que resultaram em restrições ao funcionamento de shopping centers, varejistas passaram a buscar ampliar sua atuação para outros tipos de imóveis, conforme o executivo.

A São Carlos atua em centros de conveniência por meio da subsidiária Best Center. Atualmente, há 39 projetos do segmento em operação. Somente com o que já faz parte do portfólio, o número crescerá para 55, considerando-se três centros de conveniência pré-operacionais, um em obra e oito empreendimentos ainda não desenvolvidos, mas para os quais há terrenos. A companhia não divulga a expansão projetada para os próximos anos.

O setor de alimentação – supermercados e restaurantes – respondeu por 44% das locações, seguido por pet centers (8%) e drogarias (4%) no primeiro trimestre. Goes destaca que, embora tenha havido aumento de 11.400 m2 de área bruta locável (ABL), em 12 meses, a vacância da Best Center caiu.

No segmento de escritórios, principal atuação da São Carlos, a vacância cresceu de 17,2%, de janeiro a março de 2020, para 19,8% no primeiro trimestre. O aumento do indicador refletiu a compra de três andares do Edifício Morumbi Office Tower, em São Paulo. Na aquisição, dois andares estavam ocupados, e o outro, vago.

“Temos um portfólio corporativo resiliente, com ativos muito bem localizados. As empresas estão usando menos os escritórios, mas querem manter os espaços”, conta Góes. A demanda por áreas se estabilizou, nos últimos 12 meses, de acordo com o presidente da São Carlos. “Temos expectativa de aumento da demanda, no segundo semestre, devido ao avanço da vacinação contra a covid-19 e à consequente redução do impacto da pandemia na saúde pública”, diz o executivo.

Os preços de locação de escritórios seguem estáveis nos novos contratos. Já os reajustes dos contratos vigentes têm sido feitos pelo indicador previsto – Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) ou Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). “Mas, se com a correção pelo IGP-M, determinado contrato fica fora da realidade do mercado, discutimos com o cliente outro reajuste, que pode ser o meio do caminho entre IGP-M e IPCA”, diz Góes.

Segundo o presidente da São Carlos, a companhia continua interessada em compras de ativos de escritórios e de centros de conveniência. A empresa tem poder de aquisição de até R$ 600 milhões, considerando-se R$ 200 milhões de recursos próprios e R$ 400 milhões de dívidas. O portfólio da companhia tem valor de mercado de R$ 5 bilhões.

No primeiro trimestre, o lucro líquido da São Carlos cresceu 82,1%, para R$ 19,3 milhões. A receita bruta aumentou 15,6%, para R$ 80,6 milhões. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) recorrente teve alta de 11%, para R$ 58,7 milhões. A despesa financeira líquida caiu 19,3%, para R$ 18 milhões. No fim de março, a relação entre a dívida líquida e o valor do portfólio da companhia era de 20,8%, abaixo dos 23,8% um ano antes.

Fonte: Por Chiara Quintão — De São Paulo.