Presença digital e estratégias consistentes fazem a diferença na reputação das empresas

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Num ano marcado pela crise sanitária, as empresas que conseguiram navegar melhor nesse cenário impulsionaram suas marcas, segundo pesquisa da consultoria britânica Brand Finance. É o caso da Suzano — o valor da marca aumentou 103%, refletindo, entre outros fatores, a aquisição em 2018 de outra gigante da celulose, a Fibria. “Foi um movimento muito estratégico. A Suzano eliminou do mercado uma marca forte, que era até maior que ela, manteve a operação e elevou a receita”, diz Eduardo Chaves, sócio-diretor da Brand Finance do Brasil.

O ranking, publicado com exclusividade por Época NEGÓCIOS, cruzou respostas de 50 mil consumidores e dados financeiros coletados na Bloomberg em 29 países. A análise considera seis pilares: reputação, inovação, custo-benefício, relacionamento emocional, recomendação e qualidade. Bancos dominam o topo das listas das marcas mais valiosas e das que mais se fortaleceram — destaque para Itaú e Banco do Nordeste. Já marcas de varejo com forte estratégia digital, como Lojas Americanas e Submarino, aparecem entre as que mais se valorizaram.

As 10 mais valiosas
1 Itaú
2 Banco do Brasil
3 Caixa
4 Bradesco
5 Petrobras
6 Skol
7 Vale
8 Natura
9 Vivo
10 Brahma

As 10 que mais se valorizaram
1 Suzano
2 Topper
3 Natura
4 Lojas Americanas
5 Submarino
6 Assaí Atacadista
7 Drogasil
8 Whirlpool
9 Magazine Luiza
10 Consul

As 10 mais fortes*
1 Renner
2 Skol
3 Natura
4 Gol
5 Porto Seguro
6 Brahma
7 Caixa
8 Petrobras
9 Vivo
10 Lojas
Americanas

As 10 que mais se fortaleceram*
1 Banco do Nordeste
2 PAN
3 Eletrobras
4 Banco Safra
5 Petrobras
6 Ultragaz
7 Atacadão
8 Copel
9 Assaí Atacadista
10 BTG Pactual

*A força da marca é um indicador da Brand Finance que inclui investimento em marketing, reconhecimento pelos consumidores, satisfação dos funcionários e reputação. De acordo com a metodologia, é um indicador de valor futuro da marca / Fonte: Brand Finance