Valor médio foi de R$ 7.561/m², com variação de +0,18% frente ao mês anterior, o que indica desaceleração frente aos resultados observados nos últimos 3 meses

Nos últimos 12 meses, o valor teve avanço nominal de 3,99%. Comparando-se com a inflação acumulada nos últimos 12 meses, de acordo com o IPCA (IBGE), o índice exibe queda real de 2,01% (Créditos: lovelypeace/ Shutterstock)

Índice FipeZap de Vendas Residenciais apontou que, em março, o valor médio de venda de imóveis residenciais foi de R$ 7.561/m², com variação de +0,18% frente ao mês anterior, o que indica desaceleração frente aos resultados observados nos últimos 3 meses. Considerando a inflação em março (+0,95%) pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA/IBGE), houve uma queda real de 0,76% neste mês.

Nos últimos 12 meses, o valor teve avanço nominal de 3,99%. Comparando-se com a inflação acumulada nos últimos 12 meses (+6,12%), de acordo com o IPCA (IBGE), o índice exibe queda real de 2,01%. Em relação ao acumulado de 2021, o preço médio dos imóveis subiu 0,80%. Se a variação de +2,07% do IPCA for confirmada, os preços dos imóveis terão queda real (considerada a inflação) de 1,25%.

Das 16 capitais monitoradas, 13 delas apresentaram elevação em março, destacando-se: Maceió (+1,38%), Vitória (+1,11%), Florianópolis (+0,82%), Curitiba (+0,82%) e Goiânia (+0,67%). Em contraste, os recuos foram registrados em Manaus (-0,65%), Fortaleza (-0,44%) e Belo Horizonte (-0,38%).

A pesquisa apurou ainda que, em março, a cidade do Rio de Janeiro permaneceu com o metro quadrado mais caro do País (R$ 9.503/m²). Em segundo lugar está São Paulo (R$ 9.439/m²), seguida de Brasília (R$ 8.167/m²). Os municípios com o menor valor médio de venda foram Campo Grande (R$ 4.343/m²), Goiânia (R$ 4.573/m²) e João Pessoa (R$ 4.610/m²).

Fonte: Jornalista Yuri Mulato, AECweb.