A startup do ramo imobiliário voltou ao mercado e captou mais US$ 100 milhões

A Loft continua subindo de elevador. Menos de um mês após ser avaliada em US$ 2,2 bilhões, levantando US$ 425 milhões em uma rodada Série D, a startup do ramo imobiliário voltou ao mercado e captou mais US$ 100 milhões, esticando o valuation a US$ 2,9 bilhões (R$ 15,9 bilhões).

A expressiva valorização em tão pouco tempo evidencia o apelo das companhias com pegada tecnológica e rápido crescimento aos investidores. Em apenas três anos de vida, a Loft ultrapassou a Cyrela, uma das incorporadoras mais tradicionais do país, em market cap. A companhia de Elie Horn vale R$ 10 bilhões na B3.

A nova captação da Loft – uma complementação da Série D – contou com a participação da Baillie Gifford, uma gestora escocesa que administra mais de 300 bilhões de libras esterlinas e já investiu em Amazon, Tesla, Mercado Livre e Beyond Meat. Caffeinatted, Flight Deck e Tarsadia também investiram na rodada da Loft.

Fundada por Mate Pencz e Florian Hagenbuch em meados de 2018, a Loft vai usar os recursos captados para comprar mais apartamentos em São Paulo e no Rio. A ideia é chegar a outras capitais até o fim deste ano, afirma Pencz.

A Loft, que nasceu com um modelo de intermediação imobiliária (reformando apartamentos comprados para revendê-los), também se tornou um marketplace de imóveis, um mercado também explorado pelo Quinto Andar – outro unicórnio. Na plataforma da Loft, há cerca de 15 mil apartamentos à venda e mais de 30 mil corretores parceiros.

“Mesmo no curto período de tempo desde a nossa Série D, a diversidade de perspectivas e a riqueza da experiência coletiva em nossa base de investidores nos proporcionaram inúmeras percepções, permitindo-nos executar mais rapidamente nossos planos”, diz Hagenbuch.

A estreia da Loft no negócio de intermediação de financiamentos imobiliários, em meados do ano passado, também a ajudou a ganhar tração. Em 2020, a startup já foi a terceira maior originadora de financiamentos imobiliários.

Desde a fundação, a Loft levantou US$ 800 milhões em equity. Investidores renomados, como Andreessen Horowitz, D1 Capital, QED e Tiger Global, estão entre os acionistas da companhia.

Para financiar as compras de imóveis, a Loft também já levantou R$ 900 milhões em fundos imobiliários listados no B3 – o último aporte, de R$ 300 milhões, foi sacramentado em abril, numa oferta ancorada por uma subsidiária do CPPIB, o fundo de pensão canadense.

A Loft vem usando todo o caixa obtido nas vendas e nas novas captações para seguir em expansão. No atual estágio, um IPO parece muito distante. “Ser uma empresa privada possibilita, muitas vezes, ser mais ágil nas decisões. E que através desta rodada já foi possível atrair montante e base de investidores que não deixam a desejar via um IPO”, diz Pencz.

Este texto foi originalmente publicado pelo Pipeline, o site de negócios do Valor Econômico

Fonte: Por Luiz Henrique Mendes — De São Paulo.

Créditos: Pipeline.

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