Esta é a tendência, segundo Abílio Diniz. No Ceará, as redes supermercadistas já seguem essa tendência, diz Honório Pinheiro.

Especialista no varejo, com experiência comprovada no ramo dos hiper e supermercados, o empresário Abílio Diniz antecipa o que está vindo aí: a tendência é que os hipermercados de 1 mil a 5 mil metros quadrados de área perderão espaço para as lojas de proximidade, as lojas da vizinhança, menores e mais especializadas.
 
Resumindo e trazendo para a paróquia cearense a opinião de Diniz, esta coluna pode dizer que as redes supermercadistas locais estão palmilhando o caminho correto: em vez de investirem em megalojas, elas o fazem em pontos de venda bem adequados às necessidades do cliente que vive no seu entorno.

Comentando sobre o que disse Abílio Diniz, o empresário Honório Pinheiro, fundador, sócio e diretor da rede Supermercado Pinheiro concorda com a tendência de crescimento das lojas de pequeno e médio portes.
 
Ele fala de cátedra, e aponta outra tendência:

“Esta pandemia serviu de lição para todos nós do varejo, que descobrimos – graças aos novos hábitos do consumidor – a nova preferência de nossa clientela. Quando surgiu a pandemia, logo procuramos entender o “delivery” e logo nos adaptamos a ele, que cresce sem ameaçar, porém, a compra presencial, ou seja, a que é feita pessoal e fisicamente pelo cliente, que, em sua maioria, ainda faz questão de ver, tocar, cheirar e manusear os produtos na loja. São novas características acrescentadas ao comportamento do cliente, que continua sendo o foco principal do nosso negócio”, afirma Honório Pinheiro.

Ele se declara otimista com o futuro próximo da economia e, principalmente, do varejo. Na sua opinião, “o pior já passou’, e agora, com a aceleração da vacinação em massa, a tendência é de também serem aceleradas as atividades econômicas que vinham em passo lento e, em consequência, fomentado o nível do emprego”.
 
Honório Pinheiro finaliza com um comentário:

“Há uma turbulência política própria da polarização a que o país foi levado, mas, nos últimos dois meses, a cena mudou e, pelo que estamos a observar, há bom entendimento do governo com o Congresso Nacional, e isto é o bom fruto do crescimento da economia que, a exemplo do que aconteceu no primeiro trimestre, vai-se repetindo neste segundo trimestre”.

Fonte: Diário do Nordeste