Moradias menores e menos afastadas perdem preferência (Foto: Franklin de Freitas)

Mesmo em meio à pandemia do novo coronavírus, o mercado imobiliário está aquecido em Curitiba, mas com um novo comportamento, um novo perfil na locação e na venda. Divulgada ontem, a terceira edição do Radar DataZAP+, braço de inteligência imobiliária do ZAP+, mostra que a demanda por imóveis na região central da cidade teve queda, enquanto a demanda por bairros mais afastados e imóveis de maior tamanho tiveram aumento entre maio de 2020 e o mesmo mês de 2021.

Os imóveis com até 60m² respondiam por 39% das vendas de imóveis na capital paranaense e 56% das locações. No mesmo mês deste ano, esses porcentuais já estavam em 33% e 48%. Enquanto isso, a procura por imóveis que tenham entre 61 e 120m² cresceu e eles já respondem por 44% das locações e 53% das vendas, aumentos de sete e cinco pontos porcentuais (p.p.) em relação ao mesmo mês do ano anterior, respectivamente.

Quando analisados os locais mais demandados, percebe-se que regiões centrais estão perdendo apelo. Na locação, por exemplo, bairros como Centro, Cristo Rei e Rebouças perderam importância relativa. Antes, respondiam por mais de um quarto (26,13%) dos negócios. Hoje, por pouco mais de um quinto das locações (21%). Na venda, as quedas mais importantes foram verificadas no Centro e Bigorrilho, que juntos passaram de 14,54% do volume de negócios para 12,12%.

Por outro lado, regiões mais ao nordeste e ao oeste da cidade tiveram mais demanda no período analisado para locação, com destaque especial ao Bigorrilho, e para a venda, destaque para Portão e Vila Izabel.

Fonte: Por Rodolfo Luis Kowalski, Bem Paraná.