Pesquisa realizada pelo Conselho Federal de Corretores de Imóveis registrou que a participação feminina no mercado imobiliário cresceu 144% na última década, representando mais de 30% do número de profissionais legitimamente registrados. Na prática, o crescimento exponencial da representatividade das mulheres no setor imobiliário começou muito por conta da autonomia e da flexibilidade da jornada de trabalho. Muitas ingressam após terem filhos, buscam independência financeira e horários adaptáveis para conciliar com a família. O ganho também chama muita atenção neste mercado. A habilidade comercial, o relacionamento com diversos públicos, fazem com que consigamos ter o ganho que muitas vezes as profissões mais cobiçadas têm.

Embora o preconceito ainda teima em aparecer em diversas profissões, as mulheres vêm mostrando que o espaço conquistado no mercado imobiliário faz jus às diversas conquistas que travamos ao longo da nossa batalha por igualdade de gênero. Alguns pontos ainda merecem atenção, mas o cenário está cada vez mais favorável para a atuação feminina. Com posicionamento, confiança e conhecimento podemos quebrar esse machismo estrutural. Empresas antenadas dificilmente terão esses desconfortos, mas mesmo assim temos que estar preparadas para mostrar que somos capazes intelectualmente, mesmo muitas vezes com uma casa para cuidar e filhos. Muitas mulheres se perguntam qual é o segredo para ser empreendedora de êxito no mercado imobiliário. Pensando em uma tríade de sucesso eu diria que posicionamento, relacionamento e estar atualizada.

– Posicionamento – encontrar o nicho em que você melhor atua;

– Relacionamento – abrir o maior ponto de canais de contato dentro do nicho que você vai atuar, digo, desde como você se coloca, vestimenta, porte, como conversar, confiança e habilidade de estreitar relacionamento dentro deste público;

– Atualização do mercado – o conhecimento do mercado, das novidades tecnológicas para lhe ajudar na captação de clientes, no marketing imobiliário e pessoal.

Ao ingressar no segmento deve-se primeiro experimentar toda a diversidade comercial para ver em qual você se adapta, para posteriormente mergulhar no conhecimento da área, do público, dos lugares para frequentar para fazer relacionamento, do estilo de vestimenta (pode parecer não ser importante, mas o cliente gosta de ver que você é igual ou conhece as coisas que ele conhece, por isso estudar o público e as preferências é essencial). Quanto mais especialista você se torna no que vende e no mercado que atua, maior será o seu sucesso.

Thaiana Morais é cofundadora da Arbo Imóveis.

Amigo da onça – 1

Sou vigilante da Prefeitura de São Bernardo e, em resposta a essa fake news postada nesta Palavra do Leitor pelo senhor Carlos Roberto dos Santos (Vigilantes, dia 19), entrei com ação no MPT (Ministério Público do Trabalho) contra isso. Informo que estamos fazendo horas extras devido à pandemia, porque não podem mais contratar empresas de vigilância.

Geraldo Nunes da Silva

São Bernardo

Amigo da onça – 2

Sou vigilante patrimonial há 30 anos na Prefeitura de São Bernardo e, em resposta ao que foi dito pelo leitor Carlos Roberto dos Santos, digo que esse senhor está no mínimo enganado, pois nós ainda continuamos a receber a periculosidade, conforme determina a lei. Já a nossa licença-prêmio, como mencionado, foi suspensa a contagem de tempo por conta da pandemia de Covid-19, conforme a lei federal. E não só para nós, mas para todos os funcionários públicos do País. Agora ficam as perguntas: esse senhor, que se apresenta como ‘amigo dos vigilantes’, quer desprestigiar a nossa imagem junto ao prefeito e ao nosso secretário? Ou algum outro interesse escuso pode estar por trás de tais afirmações? 

Antônio Ramiro dos Santos

São Bernardo

Fundão – 1

Tinha certeza que o nosso presidente, eleito democraticamente – que sofre ataques sistematicamente, a maioria sem fundamento, porque a mamata acabou –, iria vetar essa verdadeira excrescência que é o reajuste monstruoso no já monstruoso fundo eleitoral, que nada mais é do que assalto a nossos bolsos. Como pode o Brasil estar passando por situação calamitosa, com o povo com fome, redução de salários, sem moradia, sem emprego, e nossos deputados e senadores aprovarem esse abuso? Senhores parlamentares, não vivemos em País das maravilhas. Muito pelo contrário. Deixem de ser sugadores do povo, sanguessugas, aproveitadores, farsantes. Vocês não merecem nosso respeito. Aliás, político nenhum merece, Muito obrigado, presidente. Eu sabia que o senhor, mais uma vez, não nos decepcionaria. Nunca decepcionou.<EM>

Juan Córdoba

Diadema

Fundão – 2

Há anos leio neste Diário e vejo campanhas para aumentar o número de deputados da região. O mote é sempre o mesmo: a região precisa de representatividade, tanto na Assembleia quanto no Congresso, para viabilizar recursos para a região e blá-blá-blá. Vários são os nomes ventilados. Os ‘abcdeanos’ se alegram, votam nessas pessoas, comovidos pelas propagandas, como as das primeiras-damas, ou de algum político que fez uma coisinha a mais do que a obrigação – dar nome de ruas, praças, afinal, só se prestam a isso –, e elegem essas figuras. Assim, temos dois federais no Grande ABC, Vicente Paulo da Silva, o eterno Vicentinho, e Alex Manente. Daí, o que acontece? Em votação que vai prejudicar a população, que até o mais ignorante – politicamente falando – sabe, que é o aumento do fundo partidário, o que fazem os dois? Um some – como têm sido todos seus mandatos –, não vota, deixando seu eleitor à própria sorte, e o outro precisa ser estudado. Ele disse ser contra, mas votou a favor. Sim, acreditem (Política, dia 19). Por causa desse tipo de atitude e de político sem qualidade como os daqui é que nenhum deles tem minha confiança nem meu respeito e acho que esse deveria ser o pensamento do brasileiro na hora de votar. Basta de sermos ofendidos por esses sem classe.

Nice do Carmo Veras

Mauá

Deus nos livre!

Queremos professores, boas escolas para nossos filhos, netos e menos políticos. Bolsonaro, intempestivo e malcriado, age como quem não quer ser reeleito. É uma trapalhada atrás da outra. Mas não sendo nele, votaremos em quem? Lula? Dilma? Boulos? Fernando Henrique? Ciro Gomes? Doria? Ou no candidato da Globo? Deus nos livre! Com qualquer deles continuaremos tendo supersalários e privilégios em meio à corrupção e à impunidade, vendo obras superfaturadas e que nunca terminam. Não há verba para ensino, saúde, educação, segurança, transporte, mas arrancam R$ 6 bilhões para campanha. Com raras exceções, são mesmo intragáveis! Basta ver quem é o relator da CPI da Covid. Em países sérios já estaria preso há muitos anos, mas aqui, com o execrável foro privilegiado, bandidos viram mocinhos. Democracia sim, mas o que temos aqui, não!

Nilson Martins Altran

São Caetano

Irresignação

No Artigo ‘Extinção do Imasf e hospital veterinário (Opinião, dia 22), o senhor Samuel Oséas Braga afirma erroneamente que ‘hospital veterinário público só é viável e aceitável depois de atendidas todas demandas voltadas ao ser humano… hospital veterinário que, como acontece com hospitais humanos, irá atender de graça animais de todo o Grande ABC e arredores’. Primeiro que a saúde é diretriz constitucional assegurada como direito fundamental ao cidadão por meio do SUS (Sistema Único de Saúde), custeado pelo sistema público, por meio dos pagamentos dos impostos dos cidadãos, ou seja, ousaria dizer que a afirmativa ‘atender de graça’ está equivocada, vez que é contrapartida à obrigatoriedade aos impostos pagos, o cidadão paga impostos e a administração pública lhe proporciona saúde, como dever. Ocorre que não há em nosso ordenamento jurídico embasamento para a afirmação de que ‘hospital veterinário público só é viável e aceitável depois de atendidas todas demandas voltadas ao ser humano’. Cuidar do animal e do humano é junção e não escolha, a lei não determina primeiro cuida do humano e depois cuida do animal, até porque, se assim fosse, estaríamos mortos, em constante pandemia. 

Ariana Anari Gil

Suzano (SP)

Fonte: Por Diário do Grande ABC.