Companhia lança programa para dar suporte à expansão prevista para 80 mil unidades anuais

A MRV&Co – plataforma imobiliária que abrange a incorporadora MRV, a americana AHS, a empresa de locação Luggo e a loteadora Urba – lança, nesta quinta-feira, programa de bonificação para corretores de terrenos no Brasil. Chamado de Terra Verde, o programa tem o objetivo de ser um dos suportes na estratégia da empresa para chegar à construção de 80 mil unidades ao ano, com Valor Geral de Vendas (VGV) de lançamentos de R$ 18 bilhões, equivalente a 2,4 vezes os R$ 7,6 bilhões do ano passado. As novas dimensões, por ano, são projetadas para entre 2024 e 2026.

A intenção da MRV&Co é que, estimulados pela possibilidade de obter benefícios como treinamento, bonificações e antecipação de comissões, os corretores de terrenos cadastrados no Terra Verde reforcem a procura por áreas para a Sensia, marca destinada à classe média, para a Luggo e para casas enquadradas na faixa mais elevada do programa Casa Verde e Amarela. “Queremos ganhar produtividade para suportar o crescimento da companhia”, afirma o diretor regional de desenvolvimento imobiliário, Rafael Albuquerque.

A MRV&Co pretende que o Terra Verde seja um estímulo para que os corretores cadastrados apresentem os terrenos, em primeiro lugar, à companhia e busquem também melhores condições de aquisição. Se uma área for comprada somente em permuta, por exemplo, a pontuação do corretor no programa e a remuneração recebida poderão ser maiores. “Quando todos os corretores mostram o terreno, primeiramente, à MRV, temos acesso às melhores áreas e condições de repassar preços para os produtos”, afirma Albuquerque.

Segundo o diretor de desenvolvimento imobiliário, a melhora de produtividade na aquisição de terrenos pode contribuir para o aumento do ROE (retorno sobre patrimônio) da companhia.

No planejamento da MRV&Co, quando a produção de 80 mil unidades anuais for alcançadas, metade das unidades estará em negócios fora do Casa Verde e Amarela. No fim do primeiro trimestre, o banco de terrenos da companhia correspondia ao VGV potencial de R$ 66,3 bilhões – R$ 54,7 bilhões da MRV, R$ 1,1 bilhão da Urba, R$ 800 milhões da Luggo e R$ 9,7 bilhões da AHS.

O Terra Verde começará a ser implantado em Belo Horizonte, Campinas, Recife e São Paulo. Há intenção que o programa de fidelidade seja ampliado, até o fim do ano, para todas as cidades de atuação da MRV em incorporação no país. “Queremos ter 5.000 corretores e imobiliárias cadastrados”, diz Albuquerque. O número não ultrapassa 1.500 atualmente. Com o programa, a companhia pretende comprar 600 terrenos, nos próximos três anos, cada um com área mínima de 3 mil m2.

A expansão do Terra Verde para a Urba está no radar da companhia, mas ainda não foi definida.

Embora a fatia do Casa Verde e Amarela nos negócios da MRV&Co vá ser reduzida nos próximos anos, a incorporação de empreendimentos enquadrados no programa continuará a ter crescimento em números absolutos. Não haverá venda de áreas direcionadas para o Casa Verde e Amarela. “Conseguimos formar nosso banco de terrenos quando o mercado estava super fraco. As áreas são muito adequadas para os produtos que fazemos. O que estamos buscando é diversificação da plataforma.”

Fonte: Por Chiara Quintão — De São Paulo.

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