Episódio 3: Tendências do Metaverso

Por Patrícia Bordignon Rodrigues

Imagens: Reprodução e Shutterstock

Metaverso, essa palavra, antes desconhecida, é cada vez mais ouvida nas rodas de conversas, nas redes sociais e nos meios de comunicação. Todo mundo quer falar de metaverso, quer entender o que significa, como vai afetar a nossa vida e como vai funcionar na prática.

Um misto de curiosidade e medo invade as pessoas quando falamos em algo que ainda não é tão perceptível no que tange o seu formato, recursos que irá empregar e tudo o que se imagina para o futuro com ele, para alguns, e poucos, as referências são experiências Avakin, Second Life, mas redes sociais, metaversos que se comunicam e aplicações como aprendizado, advergames (simplificando aplicação de marketing usando os games) e redes sociais ainda engatinha, mas deve explodir. 

Neste artigo, vou falar sobre as tendências do metaverso. Como será que tudo vai acontecer e para onde vai nos levar. Precisamos fazer um exercício de imaginação somado a tudo que temos lido e ouvido para imaginar como será esse mundo de metaverso.  

O que já sabemos é que está movimentando a poderosa indústria de luxo, big techs e startups. Isso nos indica que vem algo grande por aí, e vem mesmo. Especula-se que as pessoas passarão boa parte do seu dia nos metaversos e, assim, o mundo vai acontecer por lá 24 horas por dia. 

O objetivo e a grande busca das big techs, que estão investindo na criação dos seus mundos metaverso, são fazer com que as pessoas tenham boa parte das suas atividades nesse ambiente digital imersivo, pois tudo e todos que estiverem ali serão vistos, lembrados. Assim, marcas serão valorizadas pelo alto potencial de divulgação e consequentemente de negócios. 

A corrida maluca já começou! Big techs estão investindo suas fichas na criação dos seus mundos metaverso, as grandes marcas fazem planos de marketing para estarem lá e o mundo está olhando com olhos de tendência, mesmo que ainda com muitas incertezas e pontos para aprofundar. 

De acordo com o relatório do Morgan Stanley, o metaverso e os NFTs (categoria de criptoativos) poderão gerar até 50 bilhões de dólares de receita no mercado de luxo até 2030. 

O grande crescimento das marcas de luxo será pelo aumento da audiência através de públicos de várias idades com anúncios. Empresas como Gucci, Louis Vuitton e Disney já estão incluindo o metaverso nas suas estratégias de crescimento. 

No relatório “Into the metaverse”, da agência global Wunderman Thompson Data, foram mapeadas quatro frentes emergentes: MetaLives, MetaSpaces, MetaBusiness e MetaSocieties. 

MetaLives: os consumidores estão replicando seus hábitos no universo virtual, fazendo surgir mercados virtuais que estão movimentando altas cifras. Os NFTs (criptoativos) não movimentam apenas o mercado de arte, mas também negócios voltados à venda de itens para avatares. Como exemplo, posso citar que em junho de 2021 foi vendida uma bolsa da Gucci na Roblox por mais de US$ 4.000. 

MetaSpaces: os espaços de encontro digital estão em evolução com as tecnologias de realidade aumentada e realidade virtual. Já estão sendo vendidos terrenos no mundo digital. Em março deste ano foi vendida a primeira casa virtual do mundo, a Mars House por US$ 500.000. 

MetaBusiness: Os negócios no metaverso já estão crescendo, com muitas oportunidades com marcas, anunciantes e varejistas. O gamevertising vem abrindo espaço para a nova fronteira do varejo. O próximo passo será a migração dos ambientes de trabalho para o metaverso, utilizando hologramas, avatares e workspaces.  

MetaSocieties: No mundo dos games as identidades digitais já estão superrealistas. 88% dos consumidores pesquisados pela Wunderman Thompson disseram que o seu eu-digital deverá refletir os seus valores da vida real e os seus preceitos éticos. Isso abre campo para a construção de sociedades virtuais utópicas. “Pense na possibilidade de criar uma nova sociedade online, porém, fazendo da maneira certa desde o primeiro dia”, propõe Daren Tsui, CEO da Together Labs. 

Essa pesquisa feita pela Wunderman Thompson, que está no relatório “Into the Metaverse”, reúne dados de 3.011 pessoas que foram ouvidas nos Estados Unidos, Reino Unido e China, e entrevistas com 15 especialistas para trazer análises de comportamento, insights e tendências. O principal objetivo foi auxiliar o mercado a compreender como o metaverso se desenvolve e apontar as oportunidades de comunicação, produtos e negócios. 

Ainda utilizando dados dessa pesquisa, a constatação é de que as pessoas já se veem dependentes da tecnologia, seja no âmbito profissional, social ou ambos. E vamos mais longe, 56% dos entrevistados dizem que a sua felicidade depende da tecnologia. 

Se a média de hoje são de 4 horas nas redes sociais, a tendência do metaverso é que se viva quase integralmente na internet. Nessa lógica, os modelos de negócio podem não estar bem definidos, mas manter as pessoas conectadas até agora deu lucro e todos estudam apontam para essa nova realidade. 

Seguiremos trazendo nos nossos artigos tudo que envolve metaverso para que cada vez mais essa tecnologia vá sendo conhecida e compreendida. No nosso próximo episódio, vamos falar de experiência e para que todos possam experimentar, vamos disponibilizar o acesso ao metaverso de Nova York.