O mercado de imóveis se mostrou resistente à pandemia e vem mostrando ascensão desde o último semestre de 2020, apresentando crescimento de 57,5% nos valores financiados comprado com 2019

Segundo a reportagem “O futuro do mercado imobiliário em um mundo pós-pandemia”, da Revista Exame, e dados da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), o mercado de imóveis se mostrou resistente à pandemia e vem mostrando ascensão desde o último semestre de 2020, apresentando crescimento de 57,5% nos valores financiados comparado com 2019.

Se, durante os períodos mais críticos da crise sanitária da Covid-19, esse mercado se manteve ativo e vem mostrando constante expansão, a expectativa para a pós-vacinação da população é ainda maior. Aline Costa, fundadora da imobiliária Tô com a Chave no Rio de Janeiro, relata que a procura por imóveis de locação, até metade de julho de 2021, é maior do que a demanda de imóveis para alugar.

Segundo a matéria “Pandemia acelera a digitalização do mercado imobiliário brasileiro” do jornal Estadão, as imobiliárias, durante a pandemia do novo coronavírus, tiveram que se adaptar e investir em ferramentas tecnológicas para manter o funcionamento do mercado, tanto em forma de atendimento como em serviços e produtos para facilitar o acesso das pessoas a tudo que as imobiliárias oferecem.

Com isso, a proprietária da Tô com a Chave – imobiliária e Startup de mercado imobiliário do RJ – afirma que houve algumas mudanças na rotina da empresa, como uso de tours virtuais pelos imóveis à venda ou para locação, criação de plataforma colaborativa na qual os clientes cadastram imóveis de forma on-line e sem sair de casa, além de atendimento cada vez mais empático e humanizado.

Apesar dessas adaptações digitais, a 4ª rodada da “Pesquisa da Influência do Coronavírus no Mercado Imobiliário Brasileiro” da DataZAP+ (setor de inteligência imobiliária do ZAP+) afirma que 57% das pessoas entrevistadas disseram ter visitado imóveis de forma presencial durante a pandemia.

“Mesmo com atualizações e investimentos digitais demandados por avanços na indústria tecnológica, o setor imobiliário não perde a necessidade de espaço físico e contato direto com os interessados em imóveis, tornando-se essencial nas tomadas de decisões”, opina Aline Costa ao afirmar que, levando em consideração os dados citados acima e experiências do seu próprio empreendimento, ainda que possua 5 unidades de sua imobiliária, pretende lançar uma franqueadora da Startup.

Essa expectativa acompanha o crescimento do mercado e acredita-se que, no pós-pandemia, o encontro “cara a cara” seja prioridade dos clientes. 

FONTE: Terra