Expansão é esperada apesar da piora do cenário macroeconômico, conforme pesquisa feita em março

Apesar da piora do ambiente macroeconômico, os lançamentos imobiliários
deverão ter expansão de 24%, neste ano, para 1.066 empreendimentos, segundo
levantamento realizado pela consultoria Brain Inteligência Estratégica. A pesquisa foi
feita em março, com 338 incorporadoras de todo o país. Juros baixos, apesar da alta
recente da Selic, e disponibilidade de crédito justificam a expectativa, na avaliação do
sócio-diretor da Brain, Fábio Tadeu Araújo.

No entendimento do sócio da Brain, as vendas terão crescimento em patamar
menor do que o dos lançamentos, pois parte dos projetos que seriam apresentados
em 2020 ficou para este ano devido a atraso na obtenção de licenças e incertezas
decorrentes da pandemia de covid-19. “Acredito que as vendas poderão aumentar
de 10% a 15%”, diz.

Segundo o levantamento, 64% das empresas informaram expectativa de que a
comercialização de imóveis, neste ano, vai superar a de 2020. Vinte e nove por cento
das entrevistadas esperam manutenção dos patamares do ano passado.

Trinta e quatro por cento das entrevistadas se disseram otimistas em relação ao ano
de 2021, e 46% informaram estar levemente otimistas. “Essa expectativa poderá ser
afetada se houver piora das vendas a partir deste mês”, diz o sócio da Brain. Do
total, 18% não está nem otimista nem pessimista, 1% disse estar levemente
pessimista e 1% informou pessimismo.

Em relação às dificuldades deste ano, os principais itens apontados foram alta de
preços dos materiais de construção, pandemia, burocracia, incertezas da economia
e desemprego.

Conforme outra pesquisa da Brain, as vendas de apartamentos cresceram 12%, no
ano passado, para R$ 80,6 bilhões. Nas capitais, houve expansão de 17%, para R$
59,5 bilhões. Já no interior, a comercialização ficou estável em R$ 21,1 bilhões. A
participação de investidores no total vendido cresceu 8%, para R$ 16,2 bilhões. Foi
registrado aumento de 21%, nas capitais, para R$ 14,8 bilhões, mas queda de 52%
no interior, para R$ 1,4 bilhão. Investidores responderam por 20% da
comercialização total, por 24,9% das vendas nas capitais e por 6,4% no interior.

Fonte: Jornalista Chiara Quintão — De São Paulo.

Categorias: Notícias do Setor