Por sua vez, as vendas de unidades residenciais novas tiveram aumento de 19,6%, para 5.009 unidades, no mês passado

Os lançamentos de imóveis residenciais novos, na cidade de São Paulo, caíram 23,1%, em fevereiro, na comparação anual, para 1.680 unidades, segundo o Secovi-SP, o Sindicato da Habitação. “Trata-se de flutuação natural de mercado. Se isso se repetir em março, vamos olhar, com lupa, a situação”, diz o presidente da entidade, Basílio Jafet, ressaltando que houve crescimento das vendas no mês passado. O levantamento apontou que as vendas aumentaram 19,6%, para 5.009 unidades.

Jafet avalia que a pesquisa referente a março deverá indicar queda nas vendas, devido ao fechamento dos estandes de comercialização. A redução tende a ocorrer, principalmente, nos imóveis destinados às classes média e alta. O representante setorial ressalta que o Secovi-SP é favorável às medidas de distanciamento social em curso.

A entidade ainda estima expansão de 5% a 10% dos lançamentos e das vendas de imóveis residenciais, na capital paulista, em 2021. “Por enquanto, estamos mantendo as projeções para o ano, apesar do cenário mais desafiador, com inflação em alta e expectativa de menor crescimento do PIB [Produto Interno Bruto]”, diz o presidente do Secovi-SP, acrescentando que as incorporadoras têm prosseguido com seus planos para o ano.

Houve redução de 6,4% dos lançamentos, em fevereiro, em relação a janeiro, mas crescimento de 49% na venda de imóveis residenciais novos. O Valor Geral de Vendas (VGV) comercializado caiu 14,5%, na comparação com fevereiro de 2020, mas aumentou 26,5%, ante janeiro, para R$ 1,9 bilhão, segundo o Secovi-SP.

No fim do bimestre, o volume de unidades disponíveis para oferta – imóveis na planta, em construção e estoques, lançados nos últimos 36 meses – era de 42.561 na capital paulista, de acordo com o Sindicato da Habitação. Considerando-se a venda de 5.009 unidades, em fevereiro, a oferta é suficiente para 8,5 meses de comercialização.

No período de 12 meses encerrado em fevereiro, os lançamentos acumulam queda de 8,1%, ante igual intervalo anterior, para 61.115 imóveis, conforme o Secovi-SP. As vendas de unidades residenciais novas chegam a 52.886 unidades, com alta de 1,1%.

Já dados da Associação Brasileira das Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc) e da Fundação Instituto de Pesquisas (Fipe) apontam que, nos 12 meses encerrados em janeiro, houve crescimento de 5,5% nos lançamentos de imóveis, para um total de 125.538 unidades. O levantamento inclui as associadas da entidade e projetos em todo o país. As vendas líquidas aumentaram 21%, para 141.856 unidades.

O indicador Abrainc-Fipe apontou também expansão de 16,5% nos lançamentos do trimestre móvel de novembro a janeiro, para 40.997 unidades. As vendas cresceram na mesma proporção, para 36.748 unidades.

O presidente da Abrainc, Luiz Antonio França, afirma que continua “bem otimista” com o setor imobiliário neste ano. “Com a pandemia de covid-19, a casa se torna, cada vez mais, importante”, diz França. Para ele, enquanto a taxa básica de juros Selic estiver abaixo de dois dígitos, as condições de crédito habitacional serão favoráveis à aquisição de imóveis.

Fonte: Valor Econômico – Por Chiara Quintão

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