Em dezembro do ano passado, 22.584 unidades residenciais foram lançadas. Quanto às vendas de imóveis, 8.799 foram comercializadas no mesmo mês

No acumulado de 2020, as vendas totalizaram 51.417 unidades comercializadas, um crescimento de 4,5% em relação ao período anterior (Créditos: ranimiro/ Shutterstock)

 A Pesquisa do Mercado Imobiliário, realizada pelo Departamento de Economia e Estatística do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP), apurou que 8.799 unidades residenciais novas foram comercializadas em dezembro de 2020 na capital paulista, mantendo o ritmo de retomada do setor. O valor é 103,2% maior do que o registrado no mês anterior, quando as vendas alcançaram 4.331 mil unidades, e 26,1% acima das vendas de dezembro de 2019 (6.980 unidades).

No acumulado de 2020, as vendas totalizaram 51.417 unidades comercializadas, um crescimento de 4,5% em relação ao período anterior (49.224 unidades).

Os destaques de vendas do ano foram os imóveis de 2 dormitórios, com área útil entre 35 m² e 45 m² e preços de até R$ 240 mil.

Com relação aos lançamentos de imóveis, a pesquisa apontou que a cidade de São Paulo registrou, em dezembro, o lançamento de 22.584 unidades residenciais, valor 380,7% superior ao apurado em novembro (4.698 unidades) e 77,8% maior que dezembro de 2019 (12.703 unidades).

Em 2020, os lançamentos somaram 59.978 unidades, 8,2% inferior às 65.312 unidades lançadas no mesmo período anterior.

Também foi registrado o crescimento na oferta final de imóveis. O mês de dezembro de 2020 terminou com 46.948 unidades disponíveis para venda, o equivalente a 11 meses, considerando-se a média de comercialização do ano.

Expectativa para 2021

A previsão do Secovi-SP para o mercado imobiliário em 2021 é de manutenção do bom desempenho, com crescimento estimado de 5% a 10% em relação aos resultados de 2020. Entretanto, a entidade afirma que esta estimativa é condicionada a alguns fatores como a manutenção da taxa de juros em patamares baixos, a retomada do crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) e o controle da inflação.

Fonte: AEC Web – Por: Yuri Mulato