Produto conta com tecnologia inovadora para construção civil no país a partir da reciclagem de resíduos que eram destinados a aterros

A JBSAmbiental desenvolveu um processo inovador que permite reciclar um tipo de plástico presente em suas operações e transformá-lo em material de construção civil. As aparas de embalagens multicamadas (PVDC), plástico utilizado em produtos in natura embalados a vácuo e de difícil reciclagem, agora serão usadas para a fabricação de pisos intertravados, próprios para aplicação em ambientes externos, como pavimentação de pátios.

Após dois anos de estudos conduzidos pela equipe de pesquisa e desenvolvimento da JBS Ambiental, chegou-se a um produto que atende às normas da ABNT e oferece a mesma resistência que um material feito 100% de concreto. Inicialmente, a empresa passa a transformar em torno de 50 toneladas de aparas plásticas por mês, recolhidas nas unidades de Andradina (SP), Campo Grande (1 e 2 – MS) e Lins (SP).

“O conceito de Economia Circular é fundamental para a sustentabilidade das operações da JBS e estamos em constante ação para identificar oportunidades. Para esse produto, o desafio foi encontrar uma solução técnica para atendimento das normas técnicas, desenvolver produção em escala e viabilizá-lo economicamente”, explica Susana Carvalho, diretora da JBS Ambiental.

Com o selo “JBS Circular”, para remeter o produto a um conceito circular e sustentável, o piso verde passará a ser utilizado na pavimentação de obras da própria JBS em todo o país. O primeiro lote já está sendo aplicado em Lins, na unidade matriz da JBS Ambiental, em uma área de 2,2 mil m² – o que corresponde a mais de cinco toneladas de aparas plásticas que deixaram de ser destinadas a aterros.

Para 2021, a JBS Ambiental planeja expandir o número de filiais de gestão de resíduos nas unidades da JBS, o que vai possibilitar que o negócio avance em um portfólio com novos materiais para construção civil, além de outros itens que suportem as operações da Companhia.

Economia circular

Tendo a economia circular como premissa, mais de 1 milhão de toneladas de resíduos gerados pela JBS foram reaproveitados em 2019, representando aproximadamente 50% do total. Esse volume foi destinado para compostagem, reciclagem, reaproveitamento energético e cogeração.

Desse total, a JBS Ambiental gerenciou cerca de 24 mil toneladas de resíduos sólidos, entre plásticos, metais, papéis e outros resíduos, e 5,4 mil unidades de lâmpadas. Além disso, produziu mais de 2 mil toneladas de produtos plásticos reciclados, como sacos de lixo, capas protetoras de paletes, bandejas e filme termoencolhíveis, e mais de 2,4 mil toneladas de resinas plásticas recicladas. Neste ano, até outubro, o negócio já gerenciou mais de 25,5 mil toneladas de resíduos.

A JBS Ambiental conta com 11 unidades de reciclagem, nos estados de Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e São Paulo. Somente em 2019, foram inauguradas duas centrais de resíduos, incluindo as plantas de Senador Canedo (GO) e Nova Andradina (MS). A empresa fornece produtos e soluções desenvolvidos a partir de resíduos industriais, como plástico, madeira e metal, que são transformados em sacos de lixo, lonas, sacolas ou capas plásticas para serem usados nas operações da JBS. Gerencia e trata resíduos sólidos pós-industriais não-recicláveis, rastreando seu ciclo de vida e dando a eles a destinação correta.

Fonte: Perfil News – Por Gisele Berto

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