Dormitório extra tem sido item de desejo para famílias que passaram a trabalhar a distância ou desejam mais conforto e espaço para armários, por exemplo

Empreendimento Professor Pignaton aposta em localização estratégica e lazer bem equipado. Crédito: Galwan/Divulgação

Com as famílias ficando menores, o imóvel de três ou quatro quartos passou a ser um item com menor demanda no mercado imobiliário. No entanto, a mudança de cenário produzida pela pandemia do novo coronavírus jogou uma nova luz sobre as unidades de três quartos, que voltaram para os holofotes.

Com a popularização do regime de trabalho home office, ter um cômodo a mais na casa para transformar em escritório tornou-se item de desejo. O ambiente extra pode ganhar ainda outra utilidade e se transformar em um closet.

“O terceiro quarto, para as famílias atuais, acaba se tornando um item de conforto, como a possibilidade de montar um home office para quem está buscando se adequar às mudanças trazidas com a pandemia. Imóveis com espaços a mais estão com uma demanda maior neste período”, avalia o diretor de Economia e Estatística do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado do Espírito Santo (Sinduscon-ES), Eduardo Borges.

Ele acrescenta que, seja compacto, seja mais amplo, o imóvel de três quartos está em alta. “Em regiões mais nobres, é mais comum vermos apartamentos de três quartos mais amplos, na faixa de 110m² a 115m², enquanto que os compactos, que ficam em torno de 63 m², estão localizados em bairros de médio padrão. Ambos têm tido grande procura, o que vai depender mesmo é do perfil do comprador”.

Para o presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis da 13ª Região (Creci-ES), Aurélio Capua Dallapicula, a tendência do mercado é que tenham mais unidades compactas, por conta da predominância do perfil das famílias. “As famílias de hoje não estão tão grandes, portanto, os mais compactos tendem a ser mais procurados”, disse.

FINANCIAMENTO

Dallapicula observa que a alta na procura pelos imóveis de três quartos também tem origem nas condições de financiamento. “Por causa da pandemia, quem tem um imóvel de dois quartos quer se mudar para um de três dormitórios. E o momento está propício para adquirir um imóvel novo, por conta dos juros baixos. Há instituições, inclusive, que estão com prestações fixas, portanto, este é um momento para aproveitar oportunidades”, afirma.

O supervisor comercial da Galwan, Júnior Pereira, também confirma a alta procura por esse padrão de imóvel, que é o produto mais buscado pelos clientes da empresa. “A localização e o lazer são quesitos importantes para esse tipo de empreendimento, por isso buscamos sempre locais nobres e projetos que tenham amplo lazer, com muitos itens, que atendam a todas as faixas de idade”, afirma.

A busca por áreas mais amplas, inclusive no lazer, tem sido uma tendência registrada por Pereira, além da necessidade de ter um espaço para o escritório dentro de casa ou mesmo nas áreas comuns do condomínio. “Essa é a realidade para o atual momento em que estamos. Tanto que um dos nossos lançamento que tem três quartos, em Vitória, já está com quase 80% das unidades vendidas”, disse.

Fonte: Por Karine Nobre, A Gazeta.