De 2019 para 2010, já houve um aumento de quase 60% no crédito imobiliário, batendo um recorde histórico

Enquanto uns investem em uma casa própria mais ampla, outros compram imóveis para alugar e gerar uma renda extra (Imagem: Reuters/Kim Kyung-Hoon)

De 2019 para 2010, já houve um aumento de quase 60% no crédito imobiliário, batendo um recorde histórico. Em 2021, o cenário parece ainda melhor, com uma previsão de R$ 160 bilhões – quase R$ 40 milhões acima do valor financiado em 2020 –, com tendência a bater um novo recorde, mesmo em meio à pandemia. A queda dos juros facilitou o crescimento. Os juros, que eram de 11% em 2016 para esse tipo de empréstimo, caíram para cerca de 6% no momento atual.

A pandemia fez com que a poupança das famílias mais ricas crescesse. Enquanto uma parte da população perdeu seus empregos ou teve seu salário reduzido, outra passou a economizar, sem gastos com transporte e alimentação fora de casa.

O consumo cai e as pessoas acabam com mais dinheiro na poupança. De acordo com o Banco Central, a captação líquida das cadernetas ficou em torno de R$ 110 bilhões.

A crise do coronavírus também mudou a procura por imóveis. A demanda por propriedades maiores e fora das cidades aumentou.

Enquanto uns investem em uma casa própria mais ampla, outros compram imóveis para alugar e gerar uma renda extra. Uma alternativa de compra é através de leilão de imóveis. Muitos leilões acontecem virtualmente. Outra opção é comprar imóveis na planta para quem não tem pressa. O pagamento é facilitado com juros baixos e ainda possui um grande potencial de valorização.

Com um valor mais acessível, é possível apostar no valor futuro do imóvel. Neste caso, deve-se pesquisar bastante a reputação da construtora, para que a obra seja entregue e não se torne uma grande dor de cabeça.

O mercado de imóveis de luxo é outro que cresce. Balneário Camboriú já é chamada de Dubai brasileira. Com seus atrativos turísticos, construtoras de imóveis de alto padrão apostaram na região. A valorização imobiliária no local cresce, mesmo em meio à pandemia. A baixa taxa de juros, somada ao aumento do crédito imobiliário por instituições, impulsiona a compra de imóveis de alto padrão.

As novas tecnologias ajudaram o setor imobiliário a seguir firme. Enquanto no passado as pessoas contavam com anúncios de jornal, placas na frente do imóvel e contatos de conhecidos, hoje em dia, as plataformas virtuais imperam.

Com a pandemia, muitas visitas passaram a acontecer por vídeo.

Muitas plataformas já contam com imagens em 360 graus das propriedades e os contratos são feitos de forma virtual, bem como o acompanhamento das negociações. O financiamento imobiliário impulsiona as vendas, enquanto a tecnologia facilita todo o processo de aquisição do imóvel.  

Fonte: Por Equipe Money Times.