Pesquisa realizada pela Mercer em parceria com o Valor mede o engajamento dos funcionários e as melhores práticas adotadas na gestão de pessoas

Para uma empresa prosperar em um mundo de constantes mudanças, ela precisa contar com a colaboração de funcionários engajados, que sintam que a prosperidade do negócio e da companhia também os beneficia como indivíduos. Sua experiência deve ser positiva no âmbito do bem-estar, patrimônio e carreira. Medir o quanto as companhias brasileiras estão alinhadas a esses objetivos na gestão de pessoas é o propósito do estudo “Valor Carreira”, parceria do Valor com a Mercer.

Nas últimas três edições, 280 empresas foram envolvidas no estudo e, na média anual, 65 mil funcionários participaram. Neste ano, houve um total de 115 empresas inscritas e qualificadas, que foram agrupadas segundo o número de funcionários: de 100 a 500; de 501 a 1.000; de 1.001 a 1500; de 1.501 a 3.000; de 3.001 a 7.000; de 7.001 a 17.000; e acima de 17.000.

Puderam participar empresas de qualquer setor, com mais de cem funcionários e com pelo menos dois anos de operação no Brasil. Não são elegíveis organizações não governamentais (ONGs); associações, filiais, fundações e instituições de assistência social; veículos de comunicação e órgãos públicos. Para que a empresa tenha seus resultados considerados válidos, é necessário obter um retorno mínimo de respostas na aplicação da pesquisa e garantir 95% de confiança e 5% de desvio padrão dos dados versus uma pesquisa-censo. Para compor a lista de empresas qualificadas, as companhias passaram por uma etapa obrigatória de levantamento de dados, com a aplicação de dois questionários:

Pesquisa com funcionários – questionário on-line contendo a metodologia global Mercer-Thrive45, com 43 afirmativas, avaliadas pela escala Likert de 5 pontos, além da opção “não sei/não se aplica”.

Práticas de RH – questionário respondido pelo time de RH, com questões sobre a empresa e as principais práticas de RH.

As oito dimensões analisadas na pesquisa do estudo “Valor Carreira”: cultura de integridade, agilidade organizacional e a liderança responsável, que medem principalmente a prosperidade; ambiente saudável, recompensas justas e carreiras atrativas que analisam a força de trabalho. Há ainda a categoria indivíduo próspero, que mede se o profissional exerce seu potencial completo, se está capacitado e se é pleno no que faz, além de seu bem-estar pessoal. Somado a tudo isso, vem o índice de engajamento, ou seja, o quanto tem orgulho e é motivado no trabalho.

Quatro questões qualitativas também foram colocadas neste ano aos funcionários, principalmente para entender os esforços da gestão na pandemia. Elas abordaram o eNPS (probabilidade de recomendar os produtos e/ou serviços da empresa em que trabalha para

os amigos e familiares), frequência do feedback, suporte para uma experiência positiva na covid-19.

As empresas qualificadas passam por três etapas de avaliações: eliminatória (as empresas precisam obter na pesquisa com funcionários um índice de favorabilidade mínimo de 77% para engajamento e de 77% para prosperidade); classificatória (as empresas que alcançaram os índices mínimos tiveram estes índices ponderados da seguinte maneira: 70% índice de engajamento + 30% índice de prosperidade, gerando uma nota final) e ranking final (composto pelas cinco empresas com maior nota final em cada uma das sete categorias (por número de funcionários), totalizando 35 vencedoras.

Todas as empresas qualificadas recebem gratuitamente o relatório de participante, uma forma de agradecimento pelo empenho e envolvimento no estudo.

Fonte: Valor Econômico – Por Barbara Bigarelli

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