Em 2015, os estados-membros das Organizações das Nações Unidas (ONU) se uniram para traçar um plano de ação contra problemas sociais, ambientais e governamentais (ESG) de escala global

Por Renata Duffles

Crédito: Gerd Altmann/Pixabay
Um levantamento do Instituto Brasileiro de Pesquisa e Análise de Dados (IBPAD) revelou que 55% dos colaboradores disseram sentir estresse e tristeza após a pandemia (Crédito: Gerd Altmann/Pixabay )

Em 2015, os estados-membros das Organizações das Nações Unidas (ONU) se uniram para traçar um plano de ação contra problemas sociais, ambientais e governamentais (ESG) de escala global. As metas foram distribuídas em 17 núcleos de Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), entre os quais a erradicação da pobreza, fome zero e agricultura sustentável, saúde e bem-estar. Os desafios ficaram conhecidos como “Agenda 2030 da ONU”. Se as metas já eram difíceis, a pandemia de Covid-19 complicou ainda mais as coisas.

Um exemplo é o tema da saúde mental.  O relatório de 2021 dos ODS apontou que a taxa global de mortes por suicídio havia diminuído 36% entre 2000 e 2019. Com a pandemia desencadeada pelo coronavírus, no entanto, ficou claro que existem ameaças à saúde humana muito além da doença em si. Um levantamento do Instituto Brasileiro de Pesquisa e Análise de Dados (IBPAD) em parceria com a Inpress Porter Novelli, revelou que cerca de 30% dos entrevistados tiveram problemas em desempenhar alguma função no trabalho – e a razão para isso é não se sentirem bem mentalmente. Para 55%, além de estresse, também há o sentimento de tristeza.

A devastação causada pela pandemia acentuou doenças psicossociais como ansiedade e depressão. Prova disso é o inquérito realizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) que mostrou que 90% dos países no início de 2021 relataram que a saúde mental e o apoio psicológico haviam sido incluídos nos planos de reação à Covid-19. O diretor executivo da Rede Brasil do Pacto Global da ONU, Carlo Pereira, afirmou em nota que a pandemia de Coronavírus escancarou a necessidade de olharmos para a temática com mais atenção e cuidado. “A OMS estima que a depressão e a ansiedade custam US$ 1 trilhão à economia global a cada ano”.

Cuidar da saúde mental dos funcionários se impôs como uma necessidade fundamental das empresas para manter uma boa governabilidade e gestão de seus negócios. No Brasil, o movimento #MenteEmFoco promoveu uma série de lives para chamar a atenção quanto a esse tema. Na note da terça-feira (14), uma apresentação do grupo de rap Racionais foi realizada para conscientizar a população. Mais que um alerta, é um  convite para empresas e instituições adotarem compromissos concretos pela saúde mental no ambiente de trabalho. Se você quiser fazer parte, acesse pactoglobal.org.br/pg/movimento-mente-em-foco.