Mapa do Ensino Superior no Brasil 2020, lançado em 21 de maio, pelo Instituto Semesp, indica que o declínio de matrículas de jovens pode acirrar ainda mais crise a econômica depois da pandemia

            A crise econômica provocada pela pandemia do coronavírus no Brasil e no mundo tende a se agravar com o passar das semanas. Quando vier a distensão do isolamento social, analisam os especialistas, aqueles que tiverem em mãos diplomas de cursos superiores reconhecidamente eficazes, com formação sólida, inovadora e responsável, sairão na frente no novo cenário que surgirá.

            “A relação Ensino Superior e empregabilidade é direta. Quanto mais jovens preparados e capacitados melhor a performance para superar esta situação de crise. Portanto, é um momento de união e engajamento de toda a sociedade pela valorização do Ensino Superior nacional”, afirmou Paulo Alencar Lapini, diretor Superintendente do Centro Universitário Moura Lacerda, de Ribeirão Preto (SP).

            O alerta faz sentido e mostra a necessidade de investimento pessoal em educação. Dados da Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Contínua), do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), divulgada no dia 30 de abril deste ano, já apontava a taxa de desemprego em 12,2% neste primeiro trimestre.

Mapa do Ensino Superior no Brasil 2020

            Este cenário conturbado pode ser ainda melhor analisado à luz da 10ª edição do Mapa do Ensino Superior no Brasil 2020, lançada, no último dia 21 de maio, pelo Instituto Semesp (Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos de Ensino Superior). A publicação anual traz uma pesquisa completa sobre o Ensino Superior no Brasil nas redes privada e pública.

            De acordo com a pesquisa, quanto mais alta a classe social, maior a condição de um indivíduo cursar o Ensino Superior – 61,9% dos jovens de 18 a 24 anos da classe A (que possuem renda domiciliar superior a 8 salários mínimos) frequentam uma faculdade, enquanto apenas 10,5% dos da classe E (com renda de até meio salário mínimo) acessam uma graduação.

            No que tange às IES (Instituições de Ensino Superior), nelas estão matriculados três em cada quatro alunos de 18 a 24 anos da classe C. Lapini lembrou que os dados demonstram o crescente abismo da desigualdade social existente no Brasil.

Rodrigo Capelato

O diretor-Executivo do Semesp, Rodrigo Capelato, apresentou os principais dados do Mapa em uma Live. “Infelizmente, o Ensino Superior brasileiro é excludente. Apesar das políticas de cotas terem minimizado o problema, o acesso para as populações de cores preta e parda ainda está longe de ser resolvido. Apenas 14,7% daqueles entre 18 e 24 anos que se autodeclararam pretos e 11,7% dos pardos estão matriculados em uma graduação”, disse.

            Outro aspecto ressaltado por Capelato na Live foi uma evolução perceptiva no quesito diversidade dos estudantes matriculados. “Na rede pública, ela é atribuída às políticas de cotas, enquanto na rede privada, a programas como o Fies (Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior). Uma questão a considerar é como essa evolução se manterá nos próximos anos com o declínio do Fies”, comentou diretor-Executivo do Semesp.


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