Mesmo em meio a crise provocada em alguns setores pela pandemia, Curitiba registrou o licenciamento de 8.929 unidades no primeiro semestre deste ano

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Mesmo em meio a crise provocada em alguns setores pela pandemia, Curitiba registrou o licenciamento de 8.929 unidades no primeiro semestre deste ano. O número é praticamente o dobro dos 4.885 registrados no mesmo período do ano passado e o maior dos últimos 10 anos.

É o que aponta uma pesquisa da Associação dos Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi-PR), em parceria com a BRAIN Inteligência Estratégica. A cada 100 imóveis em Curitiba licenciados, 66 foram feitos por construtoras e incorporadoras. Esse é o melhor resultado desde 2011, quando 69% das novas construções estavam com as empresas.

O consultor de pesquisa de mercado da Ademi-PR, Guilherme Braga Werner destaca os fatores que contribuíram para esse recorde.

“Seguramente um dos principais fatores que alavancaram o primeiro semestre foi a confiança do empresariado. As empresas, a despeito da baixa dos juros imobiliários praticado ao longo de 2020, as empresas conseguiram derreter seus estoques. Ou seja, conseguiram colocar bem seus produtos na praça com boa velocidade de vendas, esgotando praticamente todas as unidades prontas. Isso faz com que muitas empresas acelerem o desenvolvimento de novos produtos e portanto licenciem um maior volume”, diz ele.

Ainda de acordo com a pesquisa, 3.097 apartamentos foram lançados em Curitiba de janeiro a junho, ou seja, 52,6% a mais do que no mesmo período de 2020. Para Guilherme, a pandemia e mais tempo das famílias em casa levou a procura por melhores condições de moradia e consequentemente ao significativo aumento na venda de imóveis.

“Prioritariamente eu listaria tanto o revisitar para o lar do comprador, olhando novamente para o interior da casa, do apartamento. Desejando um jardim, cobertura, mais espaço, uma melhor localização, área de lazer”, completa.

O consultor acredita que apesar das boas perspectivas do setor para os próximos meses, a alta no preço da matéria-prima deve elevar também o preço dos imóveis na capital.

“O volume de lançamentos deve se manter em uma crescente ao longo do segundo semestre, mas ainda não há chance de super oferta. Os parâmetros e estoques de Curitiba estão muito saudáveis. Temos algo como seis mil unidades à venda, onde a grossa maioria são de produtos recém colocados na praça. A velocidade de vendas é muito satisfatória e a gente acredita que esse consumo deve ser manter estável ao longo do restante de ano”, finaliza.

Por outro lado, os imóveis de luxo , com preço acima de um milhão de reais, respondem por 10% de toda a oferta de apartamentos lançados na capital paranaense. As vendas de imóveis novos em Curitiba também continuam aquecidas.

Foram quase 540 apartamentos novos comercializados por mês, um crescimento de 62,5% no 1º semestre deste ano, em relação ao mesmo período do ano passado.