Na maior parte do mês, os estandes de vendas ficaram fechados, mas a comercialização caiu apenas 5%

O desempenho do mercado imobiliário paulistano de unidades residenciais novas, em março, surpreendeu o Secovi-SP, o Sindicato da Habitação. Na maior parte do mês, os estandes de vendas ficaram fechados, mas a comercialização caiu apenas 5%, em relação a fevereiro, para 4.761 unidades. “Foi um desempenho excepcional. As vendas para as classes média e alta sofreram um pouco, mas as do programa Casa Verde e Amarela cresceram”, disse ao Valor o presidente do Secovi-SP, Basílio Jafet.

Em comparação com março do ano passado, primeiro mês da pandemia de covid-19, houve crescimento de 77,5%.

De abril de 2020 a março deste ano, período totalmente abrangido pela pandemia, as vendas chegaram ao recorde de 54.964 unidades. O volume representa alta de 5,9% ante o período equivalente anterior, como reflexo da combinação de juros baixos e maior valorização da casa em decorrência do isolamento social, segundo Jafet.

Já os lançamentos imobiliários cresceram 108% em relação a fevereiro, para 3.497 unidades residenciais, e aumentaram 98,6% ante o mesmo mês do ano passado. O representante setorial pondera que, em janeiro e fevereiro, o volume apresentado ao mercado é, sazonalmente, menor e que, apesar da forte alta em março, o número absoluto de unidades lançadas ficou 30% abaixo da média mensal que vinha sendo contabilizada. Houve postergação de parte dos projetos para as rendas média e alta.

No acumulado de 12 meses, o volume lançado teve queda de 4%, para 62.851 unidades.

A oferta de unidades disponíveis para venda (incluindo imóveis na planta, em construção e prontos há 36 meses) chegou a 41.837 no fim de março, com queda de 1,7% em relação à de fevereiro.

Segundo Jafet, a expectativa que lançamentos e vendas de imóveis residenciais terão crescimento de 5% a 10%, neste ano, na cidade de São Paulo, está mantida. O presidente do Secovi-SP diz que o segundo semestre “tem tudo para ser bom para o setor” se a vacinação contra covid-19 ganhar ritmo.

Por outro lado, há preocupação com o reflexo do aumento de custos de materiais de construção nos preços dos imóveis. “Isso pode reduzir a chance de as pessoas fazerem compras”, diz Jafet. Ele acrescenta que não está claro quando os preços dos insumos irão se estabilizar, mas que o setor tem conversado com as principais fabricantes de materiais sobre possibilidade de reduzir os impactos dos custos.

Fonte: Valor Econômico.

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