Com os trabalhos em home office, várias pessoas estão em busca de imóveis maiores com conceito aberto e que permitam desenvolver diferentes atividades em um único local

Apesar da pandemia da covid-19 causar impactos negativos na economia mundial, o segmento de venda e locação de imóveis registrou crescimento, segundo o Painel do Mercado Imobiliário – PMI. De acordo com os dados, o número de imóveis usados, vendidos ou alugados, registrou um aumento de 52%, em 2020, quando comparado ao desempenho do mercado imobiliário secundário em 2019. Os contratos com esse tipo imóvel somaram cerca de 44.810 operações em 2020, contra 29.435 no ano anterior.

Foto: DINO / DINO

Alugar um imóvel, via de regra, gera um enorme trabalho no processo de escolha, como: pesquisar por imóveis, visitá-los com o corretor, juntar documentos e todo o constrangimento de se pedir para alguém ser fiador, alega Fabiano Dias, graduado em administração de empresas com habilitação em comércio exterior e com curso de Gestão e Negócios.

“Os desafios para encontrar um lugar para morar ou para instalar seu negócio são imensos, mas o que muitas pessoas e também as imobiliárias não sabem é que as mudanças na legislação e o drástico desenvolvimento tecnológico vêm tornando esta tarefa mais rápida e fácil”, informa Fabiano.

Um dos principais fatores de mudança legal, diz o administrador de empresas, foi à inclusão do inciso IX, do Art. 59 na Lei n° 8245/91 (conhecida como lei do inquilinato), que concede despejo em sede liminar quando a locação não contar com nenhuma garantia. Ele lembra que a alteração foi pouco conhecida, tanto por inquilinos como por imobiliárias, que por tradição sempre tiveram uma postura conservadora quanto à fartura de garantias.

“Foi uma sábia decisão do governo, que enxergou uma forma de dar segurança jurídica a proprietários e facilitou a vida dos locatários que não precisam mais passar pelo constrangimento de pedir para que parentes sejam seus fiadores, ou gastar quantias significativas com seguros locação”, afirma Fabiano, sócio-fundador da Dias Real Estate, empresa de administração de patrimônio imobiliário.

O executivo também acrescenta que o volume de negócios aumentou, significativamente, assim que os proprietários passaram a enxergar a locação de imóveis como uma atividade que envolve riscos. “Passamos a enxergar uma lógica bastante simples, mais informação e menos garantias”, completa Dias, com experiência na área de investimentos imobiliários, em gestão de carteira imobiliária, regularização, qualificação de patrimônio, aconselhamento e gestão de patrimônio imobiliário.

De acordo com o site do Google, houve um crescimento considerável, de 2020 para 2021, nas buscas por imobiliárias (+33,2%), classificadas (+30,2%) e incorporadoras (+23,7%). Mas o grande destaque, segundo o site, ficou por conta do termo casas para alugar, o mais procurado do mercado, com um aumento de 668%.

Conforme o especialista, com a pandemia e o isolamento social várias mudanças foram feitas no setor imobiliário, e uma delas foi a utilização da tecnologia e dos sistemas virtuais para visitações de imóveis e assinaturas digitais de contratos, o que tornou os fechamentos de negócios bastante simplificados.

“Cerca de 99% dos meus clientes sequer me conhecia pessoalmente, tal o nível de informatização e virtualização do processo. Temos casos de clientes que assinam contratos estando em outros países, com total segurança jurídica. Ou seja, você não precisa mais ir até um cartório lotado e pedir por autenticação de sua assinatura, uma simples selfie com seu documento já torna seu contrato autentico. As mudanças legais e a utilização das tecnologias, ajudaram muito a impulsionar os negócios”, conclui Fabiano Dias.

Fonte: TERRA.