Em agosto, índice cresceu 0,6 ponto e chegou a 96,3 pontos, número idêntico ao registrado em março de 2014 e o maior valor desde então

Crescimento construção civil
Nas médias móveis trimestrais, o índice subiu 3 pontos no período (Foto: Aisyaqilumaranas/Shutterstock)

Texto: Vinícius Veloso

Aferido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), o Índice de Confiança da Construção (ICST) avançou 0,6 ponto em agosto e chegou a 96,3 pontos, número idêntico ao registrado em março de 2014 e o maior valor desde então. Essa é a quarta alta consecutiva após os resultados de julho (3,3 pontos), junho (5,2 pontos) e maio (2,2 pontos). Já nas médias móveis trimestrais, o indicador subiu 3 pontos em agosto e acumulou o terceiro crescimento consecutivo.

“Os empresários da construção ajustaram suas expectativas de melhoria contínua dos negócios. Não ficaram pessimistas – o indicador de expectativas (IE) recuou no mês para o nível de neutralidade – e ainda estão otimistas com a demanda dos próximos meses. A evolução da atividade se mantém como destaque positivo”, avalia Ana Maria Castelo, coordenadora de Projetos da Construção do FGV IBRE, destacando que a percepção atual é de que estamos em um momento melhor em relação ao período pré-pandêmico, o que corrobora com as projeções do setor de retomada.

A alta da confiança do empresário da construção foi puxada pelo Índice de Situação Atual (ISA-CST), que avalia a confiança no presente e que cresceu 2,5 pontos — chegando a 91,9 pontos, o nível mais alto desde dezembro de 2020. Por outro lado, o Índice de Expectativas, que mede a confiança no futuro, recuou 1,3 ponto após três altas seguidas e está em 100,9 pontos.

Momento de retomada

O levantamento da FGV corrobora os resultados da Sondagem da Indústria da Construção Civil, divulgada na última quarta-feira (25) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). O estudo mostrou que a intenção de investir dos empresários do setor da construção civil alcançou 45,4 pontos, valor mais alto desde 2014, e que o nível de atividade do segmento voltou a registrar aumento em julho, depois de já ter crescido em junho.