Mesmo com a terceira fase do Open Banking adiada novamente, esse é um assunto que vale uma conversa sobre os benefícios e inovações que podem trazer para os meios financeiros e não financeiros

Marcelo Ramalho. Foto: Divulgação

Mesmo com a terceira fase do Open Banking adiada novamente, esse é um assunto que vale uma conversa sobre os benefícios e inovações que podem trazer para os meios financeiros e não financeiros. O compartilhamento de dados entre as instituições financeiras, com permissão do cliente, vai permitir que as verificações de créditos sejam mais rápidas, automatizadas, precisas e, claro, mais seguras.

O Buy Now, Pay Later é uma tendência cada vez mais popular no processo de checkout para lojas online ao redor do mundo. Prática bastante conhecida pelos brasileiros, com pagamento parcelado via cartão de crédito e os ultrapassados “carnês”, muito usados pelas redes varejistas antigamente. Com a tecnologia o crediário ganha uma nova roupagem para atender às demandas contemporâneas, com menos burocracia e mais segurança tanto para o lojista quanto para o cliente. O Open Banking vai contribuir para ampliar o acesso à funcionalidades como o boleto parcelado, o qual viabiliza compras parceladas no e-commerce e em lojas físicas sem a necessidade de um cartão de crédito, ou mesmo comprometer o limite do mesmo.

Segundo a agência Business Wire, cerca de um quinto dos varejistas europeus oferecem esse serviço e os números são animadores: a receita está prevista para crescer 9,8% ao ano nos próximos quatro anos, para mais de US $ 1 bilhão (Yeoh, 2020). A popularidade recente desse serviço pode ser atribuída à crise sanitária mundial, em decorrência da Pandemia, fazendo com que as compras online fossem impulsionadas. A tendência é que muitos players financeiros entrem neste mercado, expandindo sua atuação além do varejo, algumas fintechs já estão procurando aplicar o modelo a outros setores, como saúde, viagens e aluguel. Segundo o The Financial Technology Report, essa opção de pagamento está dando seus primeiros passos lá fora em serviços e mercados essenciais com o objetivo de aliviar os encargos financeiros para as pessoas que enfrentam pagamentos emergenciais de saúde, por exemplo.

O boleto parcelado veio para garantir altas taxas de conversão em compra e reduzir o número de etapas que os clientes precisam realizar para conseguir o que desejam e o Open Banking vai ajudar na aprovação de novos solicitantes desse serviço. Essa manobra é muito boa para o lojista, pois, semelhante ao cartão de crédito, ele receberá o valor da compra à vista, apenas o cliente que pagará parcelado para a instituição financeira.

*Marcelo Ramalho, CEO da Lendico