Ainda assim, incorporadora está mantendo sua meta de lançamentos para 2021 de R$ 1,2 bilhão, com parte própria de 88%

A Lavvi, joint venture na qual a Cyrela tem participação, decidiu adiar a apresentação
do Villa, seu maior empreendimento da sua história e seu primeiro lançamento de
luxo, um projeto com Valor Geral de Vendas (VGV) de R$ 570 milhões. E ficará assim
até que os estandes de venda possam ser reabertos na capital paulista.

Ainda assim, a incorporadora com atuação no mercado residencial paulistano dos
padrões médio e alto está mantendo sua meta de lançamentos para 2021 de R$ 1,2
bilhão, com parte própria de 88%. A empresa lançou VGV próximo a R$ 550 milhões
em 2020.

No primeiro trimestre, a Lavvi teve vendas brutas totais de quase R$ 90 milhões, o
que corresponde a 2,81 vezes os R$ 32 milhões do mesmo período do ano passado.
“Começamos este ano vendendo bem o estoque”, afirma o diretor de incorporação,
Eduardo Machado. Parte da comercialização se refere a unidades lançadas pela
empresa em novembro e dezembro.

O executivo ressalta que, apesar dos altos e baixos do mercado imobiliário, nos
últimos anos, o imóvel funciona como “moeda forte” para quem compra.

A incorporadora tem quatro projetos para lançar neste ano. O empreendimento que marcará a entrada no segmento de luxo terá a decoração das áreas comuns assinada pela marca italiana Versace Home. “Será o sexto projeto com a marca, no mundo, e o primeiro na América Latina”, diz o executivo.

O empreendimento será desenvolvido em área de 5 mil m2, no bairro nobre de
Moema, na zona Sul de São Paulo. O terreno foi formado durante um ano e meio. O
preço médio por m2 das unidades ainda não está definido, mas já se sabe que vai
superar R$ 20 mil, ou seja, ficar acima dos R$ 16 mil considerados para a viabilidade
do projeto na aquisição do terreno.

Estão previstas duas torres: uma com 27 andares e unidades de 150 m2 a 220 m2 e
outra com 29 andares e studios de 28 m2 a 32 m2.

A Lavvi possui terrenos para os lançamentos que pretende realizar até o próximo
ano e segue na busca por áreas para projetos a serem apresentados em 2023. Na
avaliação de Machado, o mercado de terrenos para empreendimentos dos padrões
médio e alto está mais concorrido do que na última crise, mas segue “muito
distante” dos anos de 2012 e 2013, de forte aquecimento do setor.

Como a incorporadora pretende se manter ativa na compra de áreas, a tendência é
que haja consumo de caixa neste ano.

Na aquisição de terrenos, a Lavvi considera que os preços por m2 das unidades
serão mantidos ante os atuais. “Nunca contamos com aumentos”, diz o executivo. Áreas compradas por valores inferiores aos negociados hoje contribuem para as margens elevadas. No ano passado, a Lavvi registrou margem bruta de 41,7%, ante 33,6% em 2019. A companhia espera manter seu patamar de margem.

Fundada, em 2016, por Ralph Horn e Dida Horn, a Lavvi abriu capital no ano
passado.

Fonte: Jornalista Chiara Quintão — De São Paulo