Banco registrou saldo de R$ 842,3 bilhões em sua carteira de crédito total, alta de 11,3%, e queda de 0,30 ponto percentual no índice de inadimplência, para 2,16%

Por Eulina Oliveira

A Caixa Econômica Federal reportou lucro líquido de R$ 3,2 bilhões no terceiro trimestre deste ano, o que representa aumento de 69,7% sobre o mesmo período de 2020. No acumulado dos nove primeiros meses de 2021, o lucro líquido alcançou R$ 14,1, alta de 87,4% sobre igual período do ano passado.

Em seu balanço divulgado há pouco, a Caixa informa também que registrou saldo de R$ 842,3 bilhões em sua carteira de crédito total, com crescimento de 11,3% sobre o terceiro trimestre de 2020 e de 3,2% em relação ao segundo trimestre deste ano. “Somente no terceiro trimestre, foram concedidos R$ 118,1 bilhões em crédito, aumento de 8,5% em relação ao segundo trimestre”, diz o banco público.

O índice de inadimplência ficou em 2,16% no terceiro trimestre, redução de 0,30 ponto percentual (p.p.) em relação ao segundo trimestre deste ano. A cobertura da provisão encerrou o terceiro trimestre em 205,5%.

A margem financeira foi de R$ 12,2 bilhões no terceiro trimestre, aumento de 27,8% em um ano. O Índice de Basileia ficou de 20,8%, com capital de nível 1 de 16,4%.

O retorno sobre o patrimônio líquido (ROE, na sigla em inglês) contábil totalizou 19,8% no terceiro trimestre, crescimento de 5,6 p.p. em 12 meses.

O banco destaca ainda que segue como o maior financiador da casa própria no país, com 66,3% de participação no mercado. No terceiro trimestre, cresceu 47,7% a contratação de crédito com recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) em comparação ao mesmo período do ano passado, totalizando R$ 24,2 bilhões – no acumulado de janeiro a setembro, a alta foi de 76,2%, totalizando R$ 61,6 bilhões.

O banco acrescenta que, na concessão de financiamento para casa própria, alcançou, no terceiro trimestre, o saldo de R$ 542 bilhões. “Somente no mês de agosto, foram R$ 14 bilhões em contratação (considerando recursos SBPE e FGTS), consolidando-se como o mês com a maior contratação de crédito imobiliário da história da Caixa”, afirma.  

Fonte: Valor Econômico