Após um ano de pandemia, os resultados registrados pelo varejo brasileiro até que surpreendem, segundo o estudo “O Papel do Varejo na Economia Brasileira”, realizado pela Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC). Afinal, o desempenho do setor ficou acima do PIB. O chamado Varejo Restrito (de bens de consumo, exceto automóveis e materiais de construção) expandiu, por exemplo, para 1,2% no fechamento de 2020, contra um declínio de 4,1% do PIB, e foi superior ao Varejo Ampliado (que inclui automóveis e materiais de construção), de -1,5%.

Ou seja, ambos movimentaram R$ 1,75 trilhão, com o Varejo Restrito conquistando o equivalente a 23,6% do PIB, e o Varejo Ampliado, 27,6% do PIB, com R$ 2,04 trilhão. 

Para Eduardo Terra, presidente da SBVC, o varejo vem se mostrando resiliente, eficiente, produtivo e em transformação. “Neste momento, estamos presenciando o nascimento de um novo varejo no Brasil. A transformação digital do setor é acelerada e cria uma série de oportunidades para as empresas que estão preparadas para este movimento”, afirma.

Em um ano em que a taxa de desemprego medida pelo IBGE subiu de 11,9% para 13,5% (alcançando 14,2% no quarto trimestre de 2020), a importância do varejo também se mostrou importante no volume de empregos gerados, com o saldo líquido de -33,5 mil vagas. “Considerando o ano que tivemos o resultado é positivo. Durante todo o segundo semestre, o varejo contratou mais do que demitiu, refletindo um reaquecimento da economia”, destaca Terra. De acordo com o estudo, o varejo emprega cerca de 26% dos trabalhadores com carteira assinada no País, o que totaliza mais de 8,5 milhões de pessoas.

“É fundamental que um segmento que emprega um em cada quatro trabalhadores brasileiros com carteira assinada, e que gera impacto em dois terços do PIB do País, seja cada vez mais estudado e analisado, para que toda sua cadeia de valor e os diversos órgãos dos poderes Executivo e Legislativo possam conhecê-lo e compreendê-lo mais profundamente”, acrescenta o presidente da SBVC.

O estudo levou em consideração os números e levantamentos das entidades representativas dos seguintes segmentos: Franchising, Shopping Centers, Hiper e Supermercados, Bares e Restaurantes, E-commerce, entre outros. 

Fonte: Revista SuperVarejo.