Substituição valerá para contratos novos de 2021 intermediados pela imobiliária Lello

Mercado imobiliário: promoções para quem quer comprar a casa própria ou uma sala comercial (NurPhoto/Getty Images)

A Lello, empresa de locação que atua em São Paulo, decidiu mudar o índice que irá reajustar os novos contratos de aluguéis residenciais e comerciais em 2021. O IGP-M), índice inacionário que usualmente corrige o valor dos contratos, será substituído pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo). O objetivo é reduzir o impacto sobre os reajustes: há alguns meses o IGP-M acumula alta acima da média – o índice subiu 23,5% em 2020.

Segundo Moira de Toledo Bossolani, diretora jurídica da Lello, a mudança é uma medida emergencial cujo intuito é manter os contratos de aluguéis, atendendo às necessidades de locadores e locatários, já muito afetados pela pandemia. “Dessa forma, buscamos evitar a desocupação dos imóveis”. A diretora explica que a medida vale apenas para contratos novos, firmados neste ano. Para os contratos do ano passado é aconselhável que os proprietários negociem com os inquilinos. Isso porque a demanda do mercado de locação está baixa e é possível encontrar imóveis com preços inferiores aos vigentes em contratos, cenário que favorece o inquilino.

Antes da Lello a QuintoAndar já havia anunciado, em novembro, a mudança no índice de reajuste aluguéis. Desde então todos os novos contratos de locação firmados na plataforma passaram a ser reajustados pelo IPCA Para os contratos firmados antes disso a mudança é facultativa – proprietário e inquilino podem decidir, em comum acordo, migrar de regime. Desde outubro a Lello já havia passado a intermediar negociações entre locadores e locatários.

Como resultado, conseguiu assegurar a alta prevista pelo índice em 60% dos contratos, seja por meio da manutenção do valor do aluguel ou a concessão de descontos. Foram concedidas três opções ao proprietário não reajustar, aplicar o lPC-A em vez do IGP-M ou determinar o percentual de reajuste. No auge da pandemia a imobiliária também negociou descontos com os valores dos aluguéis e prazos maiores para a realização dos pagamentos. No total, foram renegociados R$ 25 milhões em aluguéis.

Fonte: Revista Exame

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