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Colégio Santa Úrsula de Ribeirão é escola modelo do Método Montessori no Brasil


A americana Paige Geiger e a inglesa Marion Wallis, especialistas em Montessori, afirmaram que o Colégio Santa Úrsula de Ribeirão Preto (SP) é uma escola modelo na aplicação da Pedagogia criada pela médica italiana Maria Montessori. O método consiste em dar à criança a oportunidade de aprender a partir da premissa de que a liberdade e a autonomia são fundamentais nesse processo. As consultoras, que pertencem ao Centro Educacional Montessori de São Paulo (SP), estiveram na cidade, nos dias 24 e 25 de outubro, para um trabalho de assessoria pedagógica com o Corpo Docente da escola, para avaliação e feedback da aplicação no Berçário e na Educação Infantil.

      “Trabalhamos com a formação dos professores e, cada vez que estamos aqui, percebemos o crescimento e o desenvolvimento na aplicação em sala de aula. Constatamos que os materiais são bem feitos, autênticos. Percebemos que o tempo para a criança trabalhar é valorizado. Há, portanto, um crescimento maravilhoso, e o Colégio Santa Úrsula representa isso muito bem. Eu sempre recomendo para as pessoas visitarem esta escola. É um trabalho que nunca termina, que sempre depende do investimento na formação dos professores. O colégio realmente está de parabéns”, disse Paige Geiger, que é mestre em Educação pelo Boston State College.

     Para Marion Wallis, doutora em Educação pela Universidade de Boston, o diferencial se dá, principalmente, pela formação dos professores, que aprofundam o entendimento sobre a filosofia Montessori, sobre o que significa trabalhar no mesmo espaço com crianças de idades diferentes, em salas mistas, e também em ambiente tranquilo e organizado, com os materiais disponíveis, que propõem que elas atuem de forma independente, no nível acadêmico que precisam, vivenciando o sentido de comunidade. “As salas mistas mostram essa socialização das crianças em pequenas comunidades e fica evidente a civilidade neste ambiente tão lindo. Isso é fundamental nos dias de hoje. Aqui no Colégio Santa Úrsula vemos esse sentido de comunidade, sensibilidade e respeito para com o outro”, ressaltou.

 

Aprendizado contínuo

 

     As professoras da Educação Infantil e do Berçário estiveram em uma palestra com as assessoras pedagógicas para aprofundar reflexões sobre as salas agrupadas. “A ciência prova o que a gente vive. Temos esse aprendizado contínuo nas salas, o crescimento das crianças. A presença de Paige e Marion aqui nos enche de coragem e força de vontade para continuar o trabalho, para sempre melhorar e inovar. Temos obtido resultados surpreendentes. Criamos as oportunidades para os alunos desenvolverem suas habilidades”, comentou Fernanda Rodrigues de Amorim Ferreira, professora da sala agrupada.

   “É emocionante e gratificante trabalhar com o Método Montessori. Ele proporciona o desenvolvimento e a aprendizagem das crianças de uma forma natural. Sou aluna do Curso de Graduação em Montessori, em São Paulo, e vivenciá-lo em uma sala agrupada é fantástico. Os mais velhos se sentem heróis e felizes em ajudar, e os mais novos carregam o brilho nos olhos, tendo nas crianças mais velhas uma referência, sentem-se motivados”, comentou Danusi Nocera, também professora da agrupada.

 

Respeito às potencialidades

 

    “Estamos sempre estudando essa filosofia, sempre em busca deste aprofundamento, deste aperfeiçoamento. É uma pedagogia que respeita a potencialidade e a individualidade de cada criança, o tempo e a evolução de cada uma. É este respeito e este olhar para o desenvolvimento, para as necessidades delas que fazem a diferença”, salientou Bruna Maria de Souza Marques, professora do Berçário 3 e do Infantil 1.

    Fabiana Vitaliano, professora do período Integral, destacou o crescimento das crianças e a satisfação de uma ajudar a outra nas salas agrupadas. “É muito bonito perceber o crescimento das crianças. O Método Montessori permite que olhemos para cada aluno como um ser único, com suas qualidades e necessidades. E o desenvolvimento do inglês como idioma adicional é notável nas crianças que trabalham nas salas agrupadas. É excelente ver como elas crescem e se motivam com o apoio dos amigos”, explicou.